Dicas

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Pelas tabelas



Por
Nazarethe Fonseca
Todos os direitos reservados à autora®

Às vezes o que eu não vejo você advinha,
O que eu amo, você odeia,
O que me faz sorrir te faz virar o rosto.

Diferente, mas tão parecidos.
Tem coisas que jamais farei e você já fez todas.
Seus gestos são simples, os meus desajeitados.
Quando me beija fecho os olhos, você também fecha,
E tenta me despir.
Tenho medo de barata, você as mata com prazer.
Gosto de baunilha e você de chocolate.
Tenho medo de te perder,
Você sabe viver sem mim.
O seu beijo me confunde,
O meu te faz gemer.
Quando segura minha mão é para me conduzir além,
Ao aperta a sua sinto que sorri.

Às vezes o que não desejo você quer.
Fecho os olhos e finjo aceitar e você acredita desconfiando.
Abraço-te e saio do chão,
Puxo os lençóis e você os empurra.
Frio e calor,
Nesses momentos você me abraça e meu frio passa seu calor e
Seu calor passa meu frio.
Você quer maçã eu prefiro pêra.
Danço sozinha diante da TV e você apenas sorrir.
Gosto de suas camisas,
Você de minha nudez.

Tenho certeza, às vezes o que eu preciso você tem de sobra.
Quase nunca quero ficar longe,
E quando viaja eu penso:
- É rápido.
E quando demora você me lembra:
- Volto logo.
Sou feita na medida certa, você sobra para meu prazer.
Tudo está certo e completamente errado.
Mas os nossos desejos são iguais.
E nós dois andamos pelas tabelas.

Um comentário:

Bruna Toledo disse...

É verdade!
Mas são as diferenças que completam e acabam com a monotonia de viver sempre com algo igual a si.
;*