Dicas

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Fome



Por
Nazarethe Fonseca
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Aqui em meu peito aberto, escarnado.
Meu coração não bate mais.

Vivo de horas intermináveis embaladas por seu silêncio.
Uma estranha sensação de saciedade e fome me domina.
Dois extremos.
Tudo já provei, mas nada me seduz plenamente.

Nada se compara ao gosto de sangue.
Ou o sabor de sua pele.
Quero sentir sua pele.
Seu cheiro faz meu coração bater.

Dentro de meus olhos existe um Oasis,
Na boca o inferno.
Um rio vermelho.
Em meus gestos, a dor.
Não sou a cura.
Sou a fome,
O alimento.
O prazer.

Pois nada resta quando a vida nos deixa.
Tudo permanece igual,
Inclusive meus pecados.
Minha nudez.
Meu peito aberto.
Minha fome.

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