Dicas

sábado, 8 de novembro de 2008

Amor – Cheio e Vazio.



Vi o por - do - sol do jardim, enquanto pensava em tudo e em nada. Senti sua falta e me fiz as mesmas perguntas.
O sol morria lento, a tarde virava noite e meus olhos mergulhavam nas sombras. E tudo que eu desejava aquele momento era o seu toque sobre minha pele.
Eu não quero te esquecer.
Você esta sempre em meus braços, sobre minha pele, tocando meus cabelos, eu escuto seu sussurros. E sorrio.
Eu não quero te esquecer.
A noite chegou e estava um pouco frio,vesti um casaco e continuei pensando o quanto gosto de você,o que podemos ser, o que já somos.
Havia muito a ser pensando, o tempo deslizava lento. Eu não ligo,quando posso te trazer bem perto dos olhos.
Eu não quero te esquecer.
Preciso que me abrace que me faça feliz, que me beije muitas vezes mais. Que me puxe pelo braço para que possa acompanhar seu passo quando a chuva começar.
Que me faça cócegas na cama, que me empurre na pia para ver quem escova os dentes mais rápido. O vencedor ganha um beijo de menta.
Que me ligue manhoso, ou para brigar, que ligue para conversar e reclamar.
Uma lagrima escorregou por minha face e eu tive certeza,eu não quero te esquecer.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Estou com vontade de falar.



Eu vivi nos anos 80 e tudo daqueles dias me trás ótimas lembranças, tenho no paladar o gosto de babaloo,um chiclete macio e que fazia as melhores bolas. Calçava um Bamba azul e usava o cabelo bem curtinho que nem o da Zelda Scot, do programa “Armação Ilimitada”, passava na Globo e o pessoal gritava assim:
-Juba e Lula hoooo!
Era legal e engraçado, inocente e picante. Eu curtia coisas simples e essenciais, não havia internet, pelo menos não para os simples mortais. Mas nos divertíamos com o Disk Amizade, eu não usei achei confuso,mas fiz ligação com fichas telefônicas,isso foi a muito tempo.
Pasme, eu vim de lá e quando me lembro disso me sinto uma pessoa que viu muito. E sempre que escuto o A-Ha, lembro que comprei um LP deles, bolacha, da banda por doze cruzeiros, foi de segunda mão. O rapaz que me vendeu queria ir para um show e tava sem grana.
Tem musicas que me levam direito para aqueles dias. Eu escrevia minhas historias em meus cadernos de escola e minhas amigas liam. O caderno corria a sala toda, voltava surrado de tanto que havia sido lido. Minhas primeiras narrativas!
Escrevia na área lá de casa, dentro da rede, os cachorros a minha volta. Vigiando o radio gravador, pois ia tocar na listas das mais tocadas uma música que adorava “Piano in The Dark! Brenda Russel”. Apertava o play e ficava torcendo para que a gravação ficar perfeita. Nossa!
Via na TV os seriados da ocasião Miami Vice, O homem da Máfia,no cinema passava coisas como Karate Kid e Rambo.
Todo o dia ia à escola às 12 horas e sempre que subia a rua estava tocando a mesma música, era incrível, THE BOLSHOI - SUNDAY MORNING!
Não sei o motivo,mas eu subia aquela ladeira deforma diferente, segurava os cadernos do lado da cintura. E o sol sobre minha cabeça parecia mais suave, havia a brisa,o silêncio. E eu repetia o refrão, minha pronuncia era boa, tinha aulas de inglês e minhas notas eram boas.
Olhava muito um menino mais velho que eu. Ele tava com quase dezoito,eu tinha quinze. Mas eu sabia,ele tinha namorada. Ela era linda! Diferente de mim,ela não usava oculos e tinha os cabelos grandes, era modelo, naqueles dias era a menina mais popular da escola. Lembro de continuar escrevendo nos meus cadernos, enquanto os via namorar no patio da escola, ele tinha olhos cor de mel.
Eu descrevi ele em um conto meu, acho que ainda tenho um daqueles cadernos...
Ah! As coisas mudam, o rapaz que eu somente olhava cresceu e soube que casou,não com a pretensa modelo, foi com outra garota que ficou gravida dele.
Soube que a modelo tem dois filhos e está separada do marido.
Os anos oitenta marcaram como a música do The Bolshoi,eu ainda escuto ela,nunca falta no meu Mp3,uma inveção e tanto, nos anos 80, o pessoal tinha Wolkmen, eu tive um.
É, eu lembro e hoje quis falar,falei muito.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Insônia



Ontem deitei pensando em você. E na solidão do leito para um fiquei inquieta, apertei os travesseiros e sonhei que te abraçava.
Infelizmente despertei em um pesadelo às três da manhã e não dormir mais.
Fiquei insone, sob a luz do celular fazendo anotações, pensando besteira te mandando mensagens que pela manhã leria.
Não dormir mais e hoje meu reflexo no espelho não foi um das melhoras.
Tive insônia, acho que só sei dormir com você.
“-Boa noite meu amor...”
“-Durma bem minha querida.”

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Silêncio.



Hoje fiquei um bom tempo quieta, eu queria me ouvir, sabe? Ouvir o que meu coração falaria, o que ele poderia reclamar.
Precisava fechar os olhos e sucumbir ao silêncio. Estava lá dentro de minha mente, eu sabia. Mas não queria acreditar. Um corte fino no meu coração. Foras às palavras que não pude deixar de ouvir. Você as falou.
Rápidas e cortantes me ferira,me fizeram sangrar. Sílaba simples, despretensiosas, mas feitas para me magoar.
Em silêncio, eu as ouvi mil vezes, vi seus olhos de vidro dentro da lembrança. Um mantra ruim, que tentei esquecer em silêncio.
E por um bom tempo só restou o vazio da sua ausência em minha mente. Não havia mais nada dentro do caos. Flutuava suavemente dentro da minha tristeza,agindo,andando.
Calma e solidão.
Sentada, quieta, silenciosamente esperando por respostas. Senti o corpo pesado. O coração sangrava, mas eu pude suportar em silêncio.
Amanhã eu poderei falar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Como se Faz?

Às vezes, é tão engraçado, eu sou sua. Você é meu, todinho meu, e de vez enquando não somos mais que estranhos. Quando brigamos, eu só quero sair de sua frente. Você quer que eu fique e te escute. Ponho as mãos nos ouvidos e mordo os lábios.
-Ele vai calar a boa, logo, espero.
Reclamar é fácil já que não somos perfeitos. Eu gosto de Icehouse e você de metal. Pequenas coisas como queijo e pão. Mas na cama tudo se resolve, uma hora, duas uma noite, um mês, um ano. Queremos mais, pois somos quase iguais.
Quando tudo quebrar me lembre de te dizer que foi que desistiu.
Não seja chato, tudo muda, mas o beijo pode permanecer em sua boca, meu abraço em sua pele. Mas minha presença não vai durar tanto.
Não reclame, eu não quero ouvir que sou tudo que desaprova e ama.
Deixa pra lá! Vamos do começo como bonecos dançando uma melodia conhecida, insistindo porque deve ser bom para alguém.
Para você, para mim? Eu só preciso de você e quando murmura; - Eu te amo. Tudo pode ruir, mas eu vou colar. Você me ajuda e tudo parecer igual, mas tudo mudou, pois é assim que continuamos,é assim que se faz.




terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Universo Sou Eu




Por
Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®


Por minha pele correm rios,
Vales e mares.
Correm teus lábios.
Tua língua perversa,
A mesma que sussurra meu nome.
A infame que ousei afagar com a minha.

Por está pele macia vai naufragar,
Perder-se sobre a praia na curva de meu pescoço.
Caminhar entre meus seios e deitar-se na sombra de meu queixo.
Escorregar na curva de minha cintura,
Agarrar-se nos meus cabelos, deslizar por minhas nádegas.

Por minha pele correm tornados,
Despencam cachoeiras,
Vivem animais selvagens,
Morrem os tolos,
Sobrevivem os fortes.
Em minhas mãos de mulher vai sentir-se macho e viril,
Também sentirá dor e agonia.
Saudade e pesar.
Ansiará por mais e só te darei adeus.

O mesmo que me deu enquanto eu naufragava,
Quando tudo se desfazia em desejo e amor.
Pois sobre tua pele já fiz meu mundo.
Construí castelos e muros, que você mesmo fez ruir.
Hoje me tornei o universo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Se o amor fosse meu amigo.

(Sra. Langtry - 1877 66 x 76 cm óleo na lona)


Se o amor fosse meu amigo, gostaria de receber sua vista com doces e bolos. Deixá-lo à vontade para se expressar. Permitir que desfrutasse do meu jardim, que das rosas apreciasse o aroma. E da sombra das árvores desfrutasse como um pássaro.
Não o pressionaria a falar, ou contar-me seus segredos. O faria sinta-se livre para permanecer e minha casa tocar com seu dom.
Meu coração encher com sua magia, sua embriaguez, ele me apresentaria a uma velha amiga sua, a paixão.
Certamente, ele me deixaria um pouco da paz e da inquietação daqueles que o conhecem. Mas ficaria feliz. Haveria em mim algo novo, a luz entraria pelas janelas, varreria as sombras e tudo que conheço mudaria de cor e figura.
No entanto, se ele partisse me encheria de tristeza, me faria chorar no jardim no qual o recebi. Deixaria lembranças boas, talvez ruins.
Teria de aprender a viver sem sua presença.
Eu já tive muitos amigos, mas se o amor fosse meu amigo... Tudo mudaria.